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RESGATE DE FLORA
O Resgate de Flora é uma medida extremamente importante para minimizar e compensar impactos de empreendimentos humanos. Diversas atividades industriais das quais nossa sociedade hoje depende, implica na retirada de vegetação nativa para se instalar. Isso ocorre principalmente no caso de mineração, que não tem alternativa senão buscar minério onde ele ocorre naturalmente. E, geralmente, o minério ocorre em áreas de ecossistemas sensíveis, como Mata Atlântica e Campo Rupestre, rico em espécies de plantas, diversas delas raras ou ameaçadas de extinção.
Essa é a realidade que encontramos: nossa sociedade depende de minério para construção de casas, transporte público, estradas e ferrovias, e até mesmo bens de consumo menores de nosso cotidiano, como pastas dentais, ração animal, canetas, etc. E para isso, é preciso ocupar áreas biologicamente ricas.
O Resgate de Flora é uma medida ainda não totalmente difundida, mas que deveria ser usada em todos os casos em que for necessário desmate de áreas nativas. A Vale inovou em aplicar o Resgate em todas as suas áreas licenciadas para lavra e estruturas de apoio.
O Resgate de Flora funciona da seguinte maneira: antes de os operadores virem retirar a vegetação para implantar a indústria, a mina ou mesmo os pastos, uma equipe especializada liderada por engenheiros florestais, agrônomos e biólogos faz uma "varredura" da área a ser impactada, coletando bromélias, orquídeas, sementes e mudas de plantas. Todo esse material é levado para viveiros da própria Vale, onde as mudas são cultivadas e posteriormente usadas para recuperar áreas. É um reflorestamento melhor do que o tradicional, pois, em vez de se comprar mudas de fora, são utilizadas mudas da mesma região em que foram tiradas. Dessa forma, o banco genético que ia ser perdido com o desmate é parcialmente "resgatado", sendo usado para revegetar e enriquecer áreas degradadas.
Além do resgate da flora, tem-se usado armazenar também o solo e a serrapilheira (camada de folhas secas, galhos e sementes que ocorre no interior de matas fechadas) das áreas antes de serem impactadas, e esse material também é usado na recuperação. Assim, preservam-se até mesmo os microorganismos e as características biológicas e químicas que darão base para a regeneração da nova floresta.
Durante o resgate, também são marcadas árvores nobres, árvores com grande quantidade de orquídeas e bromélias e com ninhos. Essas árvores são as últimas a serem cortadas, tendo uma destinação especial. No caso de árvores com ninhos ocupados, preserva-se não apenas a árvore, mas também as árvores vizinhas, de maneira a sombrear e permitir que os filhotes tenham tempo de se capazes de voar,
Essas medidas evitam, assim, a perda de riqueza ecológica, e aceleram consideravelmente o processo de relorestamento. As "novas florestas" crescidas, por sua vez, tornam a recobrir as áreas, potegendo o solo, as nascentes d'água e prestando diversos serviços ambientais à comunidade, como manutenção do clima local, fornecimento de matérias-primas e conservação da água.
A Lume tem trabalhado em diversos estudos ambientais para a Vale, e agora começa também a participar da execução de seus programas ambientais, por meio do Resgate de Flora, Cultivo em Viveiro e Replantio em Áreas Degradadas. Há, ainda, outras atividades de grande relevância ambiental que a Vale tem realizado, como a criação do Centro da Biodiversidade do Quadrilátero Ferrífero, um centro de pesquisas para a conservação instalado em uma de suas minas desativadas e o Monitoramento sistemático da fauna da região, que deverá gerar em breve um banco de dados considerável das espécies animais das áreas protegidas ao redor das minas.

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